Um tiro no pé na corrida presidencial, por Marcelo Freire

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As últimas mobilizações promovidas por alguns partidos políticos no Rio de Janeiro e São Paulo parecem ter aumentado a ira da população. Faltando apenas dois dias para eleições do dia 7 de outubro, existe uma grande tendência da eleição na corrida presidencial ser definida logo no primeiro turno.
O que se percebeu, mais uma vez, nestas eleições, foi a falta de propostas para tirar o Brasil da crise econômica, provocada em decorrência de alguns partidos políticos atolados até pescoço na operação Lava Jato. Parte da imprensa ainda tentou atacar os presidenciáveis, mas os números da pesquisa Ibope não foram suficientes para influenciar o voto do eleitor no próximo domingo.
Antes do início da propaganda eleitoral no rádio e televisão era nítida a grande insatisfação de boa parte da população com a classe política, a principal responsável pelos escândalos de corrupção. Nem o palhaço Tiririca repetirá a votação expressiva recebida no primeiro turno. O eleitor, de forma geral, vai sim votar de forma consciente e com a certeza de dever cumprido.
A tentativa de barrar a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) na corrida presidência talvez tenha produzido efeito contrário. O mesmo efeito pode ter ocorrido com o resultado da pesquisa Ibope, onde Bolsonaro perde no segundo turno da corrida presidencial para os candidatos Ciro Gomes (PDT), Fernando Haddad (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB).
As mobilizações aconteceram em 16 Estados. Nos Estados onde não ocorreram manifestações, as mobilizações aconteceram pelas redes sociais. Até um grupo de mulheres foi às ruas do Rio de Janeiro apoiar a candidatura do Bolsonaro.
 O PT também saiu às ruas contra a campanha do deputado federal na corrida presidencial, mas o tiro parece ter saído pela culatra. A ideia inicial era realizar uma manifestação grande e chamar a atenção para a importância do PT retornar ao poder.
A última pesquisa do Ibope, divulgada na quarta-feira pela Rede Globo, mostrou crescimento de Bolsonaro e a estabilização do candidato petista em segundo turno. Na sondagem também aparece a queda da rejeição de alguns candidatos.
Como é tradição, a eleição só se define mesmo na última semana. Talvez a ausência de Jair Bolsonaro nos debates tenha favorecido o seu projeto político. Ele foi vítima constante dos candidatos. Ao longo do caminho, o candidato enfrentou alguns atropelos cometidos pelo seu candidato a vice-presidente, general Hamilton Mourão (PRTB).
Os partidos tradicionais parece que estão provando do próprio veneno nessa reta final de campanha. Resta agora esperar até domingo o resultado das urnas. É bom o leitor saber que o futuro presidente depende do Congresso Nacional para governar.

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