O espetacular show das Pastoras do Asfaltão pelo programa Mulher Negra na Cultura

A programação do Sesc/RO com relação a Semana da Consciência Negra tinha como atração, dentro do Programa “Mulher Negra na Cultura” o show das Pastoras do Asfaltão no final das atividades do dia 23.
Após a Mesa ‘Diálogos Literários’, o público foi convidado a se retirar do Teatro 1, para que o ambiente fosse ajustado para o espetáculo musical das Pastoras, nesse ínterim, foi servido uma “merenda” cujo cardápio, tinha como base, iguarias regionais, como bolo de milho, munguzá e salada de frutas entre outras.
De volta às poltronas do teatro, o público foi recebido com o refrão Ôh ôh ôh ôh ôh, era o “Canto das Três Raças” de Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro abrindo o shows das Pastoras do Asfaltão, Cristina, Léia, Sílvia, Vanilce e Wilma.

O grupo integrado por exímios instrumentistas especializados em samba, deu segurança as jovens senhoras cantoras e daí pra frente, é como se diz na gíria, foi só correr pro abraço. Os acordes de cavaquinho, bandolim, violão e teclado, apenas modulavam as notas e as canções iam surgindo numa interpretação corretíssima das Pastora e assim, o público foi aplaudindo sambas como: Semente Sempre a Brotar de autoria das Pastoras e do Waldison; O Bem; Forças da Natureza de João Nogueira e Paulo César Pinheiro; Sorriso Negro de Adilson Barbado / Jair Carvalho / Jorge Portela / Mario Lago e Falsa Baiana de Geraldo Pereira. Nesse momento, as Pastoras convidam a sambista (passista) Silvana Souza que sobe ao palco e presenteia o público, com um show de dança de samba. Lembrando que Silvana também é cantora e das melhores, inclusive, participou ontem 24, do encerramento da programação coordenada pelo Sesc.

Entra em cena a composição de Dona Ivone Lara “Alguém me Avisou” – Eu vim de lá, eu vim de lá pequenininho, Mas eu vim de lá pequenininho, Alguém me avisou, Pra pisar nesse chão devagarinho… e pisando devagarinho as Pastoras do Asfaltão foram se retirando enquanto, também devagarinho, entrava no palco a jovem Barbara filha da Pastora Sílvia com o compositor Waldison Pinheiro mostrando que o Samba na voz feminina, está garantido nas futuras gerações. A menina moça, interpretou e muito bem, a música “Samba e Sentimento” composição de seus pais.

A produção do espetáculo leia-se equipe do Sesc, nos bastidores, orientou as Pastoras, que devido o avançado da hora, o show teria que ser encerrado, as meninas do Asfaltão não ficaram muito satisfeitas e nem o público, mas, concordaram em deixar de interpretar as músicas que haviam sido ensaiadas ‘Pra você que plantou’; ‘300 Anos de Zumbi’; o Samba enredo da escola de samba carioca Paraíso do Tuiuti 2018; ‘Kizomba Festa da Raça’ e ‘Um dia de Graça’.

Sendo assim, as Pastoras optaram por antecipar o carnaval, encerrando o espetáculo, com a marcha rancho ‘Bandeira Branca’ e com a marchinha de autoria do Waldison Pinheiro ‘Maria da Penha’.
O público caiu no frevo dentro do Teatro 1 do Sesc Esplanada com direito a confete e serpentina.
As Pastoras do Asfaltão após esse show, entram para a galeria de grandes interpretes de samba em Porto Velho – Rondônia.
Fonte: Zé Katraca

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