FACA NO PESCOÇO: Confúcio impõe Wagner Garcia e sem opção, Maurão de Carvalho acaba aceitando

PORTO VELHO – O candidato Maurão de Carvalho (MDB) já pode dizer que tem um vice para chamar de seu. Depois de muitas discussões, convites, confabulações, articulações e propostas, o presidente da Assembleia Legislativa teve que aceitar a imposição de Confúcio Moura. Trata-se de Wagner Garcia. Inexpressivo politicamente, Wagner foi empurrado goela abaixo e agora terá que ser digerido pela militância emedebista.

De acordo com convencionais do MDB, Garcia é o nome escolhido pela necessidade de ter alguém, uma vez que não representa nenhuma expressão política para Maurão de Carvalho, que precisa de um vice com representatividade tanto na capital quanto no interior do estado, coisa que se tornou escassa até pelo adiantar do processo.

Ao assumir como mero figurante, Garcia que não é conhecido na capital e muito menos no interior de Rondônia, poderá ser engolido pela ala representada pelo senador Valdir Raupp. Terá que construir diálogo tanto com Maurão, quanto com históricos emedebistas, de vez que durante o governo de Confúcio pertencia, a ala dura eque mal recebia deputados e o público em geral…

Pela legislação, os partidos tem até 20 dias antes do pleito para trocar seus candidatos e Maurão, assim como o próprio MDB, corre alguém que possa contribuir politicamente para o processo.

CULTURA DE PODER

Antigamente se dizia que vice-bom era aquele que tinha dinheiro para gastar na campanha, que não precisava ter votos, mas grana. Hoje, com o advento do financiamento público de campanha esta máxima popular política cai por terra, uma vez que as doações (legais) de campanha são limitadíssimas à pessoa física.

Maurão de Carvalho, que está encerrando o seu quinto mandato consecutivo na Assembleia Legislativa disputa pela primeira vez o governo do estado e terá que levar a tira-colo um ilustre desconhecido e apresentar ao seu público.

Com base eleitoral na região central do estado, Mirante da Serra, tenta convencer o eleitorado com as suas propostas para o estado de Rondônia. Terá pela frente adversários também muito bem experimentados na vida pública como Acir Gurgacz (PDT), Expedito Junior (PSDB) e alguns novatos, como Vinicius Raduan (Rede) e Marcos Rocha (PSL), que encaram as urnas pela primeira vez.

A disputa pelo governo do estado terá neste ano de 2018, sete postulantes. Pela primeira vez em mais de 20 anos, o Partido dos Trabalhadores (PT) não tem o seu candidato.

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