Agora, sem foro privilegiado a batata esta assando para o ex-senador Raupp (MDB)…

Cheias no Madeira

As impressionantes cheias do Rio Madeira não são castigos divinos ou de uma natureza insensível ao sofrimento humano. Como é possível achar respostas para o crime em geral e a corrupção em especial cumprindo a ordem principal do ministro Sergio Moro – “Siga o dinheiro!” –, também se pode seguir o caminho das águas e encontrar explicações.

O Reality Nascentes da Crise, do jornalista Diego Gazola, seguiu. Partindo de Santa Cruz de la Sierra, filmou a expedição rumo ao Beni, um dos rios que formam o Madeira. A umidade amazônica faz uma curva ao se chocar com os Andes e desce o continente banhando a parte centro-sul da América do Sul. Gazola viu que os períodos de cheia em Rondônia refletem a umidade que deixa de migrar para o centro-sul da América do Sul e é a causa das secas cada vez mais severas que acontecem lá.

Neste caso, seguiu também o estudo “O Futuro Climático ”, do cientista Antonio Donato Nobre, do Inpe. O documentário percorre a transição entre a Amazônia e os Andes na região de La Paz e do Lago Titicaca, passando pelo berço de Tihuanaco, uma das civilizações mais antigas do continente. Nada a ver com o Triplo A, embora diga muito sobre realidades que passam ao largo das fronteiras nacionais.

………………………………..  

Pagando pato

Caberá ao agronegócio, nos estados que entraram em pane, pagar o pato pela crise fiscal, com o aumento de impostos, como já ocorre no Mato Grosso e Tocantins, com a mesma toada  que deve seguir o Rio Grande do Sul e outras unidades da federação em dificuldades. Em Rondônia não se justifica uma medida desta natureza – embora não se descarte já que com políticos tudo é possível – já que as contas estão no azul.

Dar as mãos

Neste momento difícil em que Porto Velho esta passando, de muita chuva causando alagações e com a cheia do Madeirão atingindo bairros e distritos é importante que a população e as lideranças se unam em torno do prefeito Hildon Chaves, do governador Marcos Rocha e das defesas civil municipal e estadual para enfrentar esta situação. É preciso dar as mãos, o que tem sido um objetivo difícil nesta cidade tão dividida.

As tensões sociais

Já faz algum tempo que Rondônia é tratada como colônia sulista pelo governo central, se transformado num penico das tensões sociais causadas pelo crime organizado do Rio de Janeiro e São Paulo. A transferência do líder narcotraficante Marcola para Porto Velho é mais um rastilho de pólvora neste estado. Com seu bando, vem junto asseclas para a retaguarda.

Mãe Joana

Os serviços de transportes coletivos bagunçaram tanto em  Porto Velho que os taxistas já estavam legislando até nas alterações no designer dos seus veículos. Mesmo sabendo-se que o taxi compartilhado é ilegal, o segmento foi tolerado pela fiscalização pela falta de coletivos rodando pela capital, mas agora o bicho já esta pegando com apreensões dos táxis irregulares.

Bancada unida

O que se vê, neste inicio de legislatura no Congresso Nacional, são os deputados federais e senadores unidos em torno de causas comuns, como a reação contra o brutal aumento de energia em Rondônia, a recuperação das rodovias, a busca de soluções para a transposição e para a dívida do Beron. As rivalidades tribais foram chutadas para as eleições municipais do ano que vem.

Via Direta

*** A penitenciária federal Porto Velho, como se sabe, esta sob ameaça de ataque das milícias do crime organizado *** O que se pergunta é se a poderosa São Paulo afinou, Rondônia conseguirá manter o bando de Marcola em rédeas curtas?*** Os pontos comerciais continuam fechando até no centro histórico aonde as cracolândias aumentaram e até o camelódromo desidratou com tantas salas falidas *** Agora, sem foro privilegiado a batata esta assando para o ex-senador Raupp (MDB).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *